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Checklist de vistoria do carro usado

60 itens para conferir antes de fechar negócio, na ordem em que você olha o carro. Marque no celular durante a visita ou imprima e leve no bolso.

Antes de comprar um carro usado, confira seis coisas, nesta ordem: documentos e histórico, lataria e pintura, pneus e suspensão, motor e fluidos, interior e elétrica, e o teste de rodagem. Os itens com o selo "decisivo" são os que justificam desistir na hora.

Vistoria do seminovo

0 de 60 itens conferidos · 13 decisivos em aberto

Documentos e histórico0/10

Faça antes de sair de casa: se algo aqui falhar, nem vale ver o carro.

Lataria, pintura e vidros0/10

Veja de dia, com o carro limpo e seco. Chuva e pouca luz escondem defeito.

Pneus, rodas e suspensão0/8

Desgaste torto nos pneus conta a história da suspensão e do alinhamento.

Motor e fluidos0/10

Peça para ver o motor frio: a primeira partida do dia mostra o que o motor quente esconde.

Interior e parte elétrica0/11

O desgaste de dentro tem de combinar com a quilometragem do painel.

Teste de rodagem0/11

Dirija por pelo menos 15 minutos, com rua ruim, subida e um trecho rápido.

Roteiro de observação: não substitui o laudo de vistoria de empresa credenciada nem a avaliação de um mecânico. As marcações ficam só neste navegador. carroseminovo.com.br

Como fazer a vistoria de um carro usado

A vistoria de quem compra tem um objetivo só: descobrir, antes de pagar, o que o anúncio não contou. Ela funciona melhor em quatro tempos.

  1. Em casa, os documentos. Peça a foto do documento do carro e faça as consultas de débitos, restrições e recall. A página como consultar a placa e o histórico mostra onde. Carro com pendência grave não merece a viagem.
  2. No local, com o motor frio. Combine de ver o carro antes de ele ser ligado no dia. Dê a volta completa, abra tudo, olhe por baixo.
  3. Na rua. Dirija você mesmo, por um caminho com buracos, subida e um trecho mais rápido, com o som desligado.
  4. Na oficina. Se o carro passou, leve a um mecânico de confiança antes de assinar. Elevador e scanner enxergam o que o olho não vê.

O que fazer com o que você encontrou

Defeito simples vira desconto: orce o conserto e abata do preço. Item decisivo em aberto (estrutura refeita, sinal de alagamento, motor com óleo leitoso, documento que não confere) é motivo para agradecer e ir embora. Depois de decidir, veja os documentos para comprar de particular e some o conserto ao custo mensal do carro.

Exemplo: como um achado vira negociação

O carro anunciado por R$ 48.000 passou em tudo, menos em três itens:

  1. Dois pneus no limite do indicador de desgaste
  2. Ar-condicionado que demora a gelar
  3. Uma revisão sem carimbo no manual

Nenhum é decisivo. Peça dois orçamentos (pneus e ar-condicionado), some os valores e proponha o preço com esse abatimento. A revisão sem registro entra como argumento, não como valor.

Sinais de alerta e o que cada um costuma indicar

Nenhum sinal sozinho é prova. Dois ou três juntos pedem a opinião de um profissional.

O que você vêO que pode serO que fazer
Diferença de tom entre duas peçasRepintura depois de batida ou riscoOlhar os vãos e os parafusos da região; pedir laudo cautelar
Óleo com aspecto leitosoMistura de água e óleo no motorDecisivo: não comprar sem diagnóstico de oficina
Fumaça azul no escapamentoMotor queimando óleoDecisivo: orçar o reparo do motor antes de qualquer proposta
Carpete úmido ou cheiro de mofoInfiltração ou alagamentoLevantar o carpete e olhar embaixo dos bancos; na dúvida, desistir
Luz de alerta acesa no painelFalha eletrônica registradaPassar o scanner na oficina
Pneu gasto só de um ladoDesalinhamento ou peça de suspensão gastaIncluir alinhamento e revisão da suspensão no orçamento
Pedais e volante muito gastos com poucos quilômetrosQuilometragem adulteradaConferir notas de serviço e etiquetas de troca de óleo
Volante torto em linha retaDireção desalinhada ou batida antigaTestar em trecho reto e pedir avaliação

Perguntas frequentes

O que olhar em um carro usado antes de comprar?

Cinco blocos: documentos (débitos, restrições, recall, dados do vendedor), lataria e pintura (diferença de tom, vãos desalinhados, ferrugem), motor e fluidos (vazamentos, fumaça, ruídos na partida a frio), interior e elétrica (luzes do painel, ar-condicionado, vidros) e teste de rodagem (freio, direção, câmbio, suspensão). O checklist da página tem 60 itens para marcar.

Como saber se o carro já foi batido?

Procure diferença de tom ou de brilho entre peças vizinhas, vãos desiguais entre portas, capô e para-lamas, tinta em borrachas e parafusos com marca de ferramenta nas dobradiças e no painel frontal. Olhe a soldagem das longarinas e do assoalho do porta-malas. Nenhum desses sinais prova sozinho, mas dois ou três juntos pedem o laudo de uma empresa de vistoria.

Como saber se a quilometragem foi adulterada?

Compare o número do painel com o desgaste: volante, manopla do câmbio, pedais e banco do motorista muito gastos não combinam com quilometragem baixa. Peça o manual com as revisões carimbadas, notas de oficina e etiquetas de troca de óleo, que trazem data e quilometragem. Números que não crescem em ordem são sinal de alerta.

Preciso levar um mecânico para ver o carro?

É o melhor dinheiro gasto na compra. O checklist ajuda a descartar carros com problema evidente e a chegar à oficina com as dúvidas certas, mas não substitui o elevador, o scanner e o olho de quem conserta carro todo dia. Para confirmar a estrutura, existe também o laudo de vistoria cautelar feito por empresa especializada.

Qual a diferença entre vistoria de transferência e vistoria cautelar?

A vistoria de transferência é a exigida pelo Detran para registrar o carro no nome do comprador: confere a identificação do veículo (chassi, motor, placas) e os itens de segurança. A cautelar é contratada por quem vai comprar e investiga o histórico: estrutura, repintura, sinais de batida, alagamento e adulteração. Uma não substitui a outra.